Mal começo a respirar e já escuto: “É a cara do pai!”, “Não, estes olhos são da mãe.” Vou crescendo e novas expectativas vão surgindo. Sou esperta demais para fazer tal coisa. Lenta demais para outras. Será que vai segurar o lápis com a mão certa? Veja o texto desta menina!
Primeiro, espero pelo Papai Noel, depois espero encontrar os presentes escondidos no armário dos meus pais. Espero o coelho trazer ovos de chocolate e mais tarde espero pela caixa de bombons com flores no Dia dos Namorados. Expectativas. Minhas, dos outros, vivemos cercados e elas vão nos moldando até que já não saibamos mais o que esperar.
Vem chegando a sexta-feira ou as férias do trabalho e um sorriso ilumina a gente por dentro. O que esperamos? Parar um pouco e curtir a vida. Uma expectativa de tempo bom, amigos em volta e boas conversas. A vida passa e nossas expectativas nos trazem orgulho pelo que foi realizado e tristeza pelo que deixamos para trás.
Que tristeza é essa? Hum, sinto cheiro de expectativas mal resolvidas por aqui. Eis que sou uma pessoa curiosa e quero saber um pouco mais dessas expectativas que volta e meia surgem dentro do peito a nos chamar a atenção.
Algo que esperávamos fazer na vida e não fizemos. Coisas que esperávamos conquistar e não conquistamos. Histórias de vida que sonhávamos e não se concretizaram. Fora as expectativas que colocamos nos outros ou que colocam em nós e não se realizam.
Seria de bom tom alinhar as expectativas. Isso vale em casa, com os pais, com os filhos, no trabalho e nos relacionamentos. Se não ficasse tudo tão subjetivo, achando que estamos todos esperando as mesmas coisas, muito desentendimento teria um fim.
Expectativas não são boas nem ruins. O que fazemos com elas é que as definem. Tenho em mim a expectativa de que posso fazer bem qualquer coisa que eu me proponha fazer com dedicação e persistência. E quando não me proponho? Aí a coisa fica um pouco nebulosa. Tem quem seja bem resolvido nesse assunto, mas eu fico querendo agradar e, mesmo sem muita vontade, espero entregar o meu melhor de qualquer forma.
O problema é quando fico muito tempo neste esforço de entregar o melhor de algo que não estou muito a fim de fazer. Sabe aquela tal tristeza que bate no peito? Eis aqui um motivo. Expectativas desalinhadas. Preciso mostrar aos outros o que realmente podem esperar de mim e nesse alinhamento consigo me dedicar a atividades que eu mesma espero realizar.
Não sei bem qual era a sua expectativa com relação a este texto. De toda forma, vou encerrando aqui tanta reflexão. Fica a tarefa de alinhar expectativas onde os assuntos estão mal resolvidos. Preciso coragem. Coragem com um toque de ousadia! Pelo menos é o que espero de mim.