Digamos que tenha acordado no maior mau humor porque é segunda-feira e você odeia a ideia de ter que enfrentar um monte de reuniões pouco produtivas ou realizar tarefas que não está nem um pouco com vontade de realizar. Então eu apareço pra você tipo “fada madrinha” e te faço esta pergunta: Você está disposto a mudar?
O que rola na sua cabeça? Um sim, de imediato? Uma preguiça enorme pensando no trabalho que isso vai dar? Um não, melhor ruim do que sem emprego? Eu sei, as duas últimas perguntas parecem frustrantes, mas confesso que, como fada madrinha, posso ler pensamentos e já encontrei esse cansaço imenso que faz qualquer um desistir da mudança, mesmo que positiva.
Se fala muito de zona de conforto. Agora você já ouviu falar de estar acostumado com a zona de desconforto? Siiim!!! Acredite, tem um tanto de gente que não muda porque morre de medo do que pode encontrar do outro lado dessa realidade doída e desgastante do dia a dia. E esse medo pode ter um monte de nomes. Se leu até aqui e acha que o que eu estou falando faz algum sentido pra você, veja se rola algum dos casos abaixo:
BOLSO FURADO – Você não tem nada de grana guardada, acumula contas pra pagar e se arrasta ao longo do mês para esperar que o próximo salário pingue na sua conta. Tem filhos que dependem de você. O trabalho é meio frustrante, mas você pensa: “preciso dessa grana”. Está no modus sobrevivência operante.
TARDE DEMAIS – Você já investiu uma bela grana e anos da sua vida com faculdade, pós-graduação, MBA. Há anos sobe a escadinha hierárquica que é o sonho de qualquer profissional no seu campo de atuação e agora não sente o menor tesão de estar onde está? Vive numa discussão interna dizendo para si mesmo: “Não pira! Você não tem mais idade pra começar do zero.” Está no modus piloto-automático.
PRECISANDO DE FIANÇA – Você gosta do que faz. O problema é como você faz! 14h de trabalho, notebook é seu melhor amigo nos finais de semana e está de saco cheio de brigar com a família que fica pedindo migalhas da sua atenção. Se sente preso numa rotina e não faz ideia como sair da prisão. Está no modus “panela de pressão prestes a explodir”.
Por enquanto, vamos ficar nesses três personagens da vida real. Cara! Precisamos começar a abrir caminhos aqui, porque esta conversa está pesada, certo? Beleza, vamos começar respirando, porque se você está vivendo qualquer uma das histórias acima, a primeira coisa que rola é que você provavelmente não respira bem, não dorme bem e mal consegue fazer planos.
Quando eu apareço e te pergunto se você está disposto a mudar, não significa que vou pegar uma varinha de condão e fazer mágica na sua vida. Sou uma fada madrinha pós-moderna, então vamos começar preparando você para esta transformação que está precisando.
Anota aí 5 passos pra você sair do lugar (se estiver afim de mudar!)


1) Se abasteça de energia!
Para qualquer movimento de mudança o primeiro passo é estar abastecido de energia. Energia para pensar, para criar ou buscar soluções, para se desenvolver. Pensa no que te deixa cheio de energia, nas coisas que você pode fazer por horas que nem vê o tempo passar. Isso te abastece.
Outra dica é cuidar do seu sono. E aqui podemos estar falando de quantidade, mas o mais importante é qualidade! Se desligar do mundo antes de ir pra cama. Cuidar do seu conforto nesse momento e apertar a tecla “foda-se”. Sim, você não vai resolver nenhum problema enquanto dorme.
Não adianta ficar imaginando a conversa que você não teve na empresa ou tentando achar solução pras contas a pagar com a cabeça cansada. Isso só gera mais cansaço e você levanta mais esgotado ainda. Vai por mim que falo por experiência. Descobre seu jeito de dormir melhor e bota como objetivo na agenda.
A terceira dica aqui é plantar o pé (e a cabeça) no presente. Ficar ruminando o passado e confabulando o futuro não vai te ajudar nesse momento. Foco no agora. Vale fazer meditação, técnica Pomodoro, o que você quiser, mas fica no agora.
Por fim e não menos importante, faça algum exercício físico. Eu sei, já está esgotado e eu venho te dizer para gastar mais energia. Vai por mim, você vai botar pra fora toda essa bad vibe que anda na sua cabeça e vai ganhar energia em dobro pra conquistar o mundo. Tá sem grana! Caminha no parque, desce a escada do prédio em vez do elevador, bota um contador de passos aí no seu celular.


2) Entenda suas emoções!
Um dos sentimentos mais paralisantes nesses momentos de mudança é sentir medo. MEDO pede PREPARO, cuidado com algo que é importante para você. Pergunte como poderia se preparar melhor para enfrentar esse medo.
Medo de ser julgado? Como você poderia se preparar para enfrentar as críticas? Muitas vezes somos os maiores críticos de nós mesmos. Seja mais compreensivo sobre si mesmo, aceitando suas fragilidades e resgatando suas fortalezas.
Medo de não ter dinheiro? Talvez seja a hora de repensar hábitos, mudar estilo de vida e ir em busca de sua saúde financeira.
Medo de não ser bom o bastante? Como se preparar para isso? Mesmo antes de qualquer mudança, que habilidades você já tem que podem ser usadas? Que outras podem ser aprendidas?
E se você se arrepender da mudança? Não gostar da nova área? Talvez seja a hora de conversar com pessoas que já atuam nessa área e entender as coisas bacanas e os desafios para se preparar melhor ou para buscar outros caminhos.


3) Questione suas verdades!
Existem alguns caminhos e soluções que você nem considera porque tem uma verdade bem estabelecida de que não vai dar certo ou não é pra você. Questione essas verdades. Não consigo viver de outra forma. Porque não? Alguém consegue? Isso não paga as contas. Porque não? Alguém consegue? É tarde demais pra recomeçar. Porque não? Alguém consegue? Vamos lá, diga aí as suas verdades, questione, pesquise se existem alternativas, outras formas de pensar. Experimente se questionar com o coração aberto. Isso pode te ajudar a enxergar novas soluções, oportunidades, estilos de vida e de trabalho.

4) Cuide de sua grama!
Pare de olhar a grama do vizinho. O colega de trabalho que cresceu mais que você, o concorrente que vendeu mais, o irmão que ganha mais dinheiro. Pare de achar que você não tem tanto estudo como o outro, não é tão competente quanto o outro, não tem tanto tempo como, tanta estrutura como… Cuide da sua grama! Olhe para você e busque superar a si mesmo. Ser a melhor versão de si mesmo. Isso canaliza sua energia para transformar a sua vida! Vigie essas suas piscadelas pra grama do vizinho, ok?


5) Mergulhe no problema com tanque de oxigênio!
Quando você sentir que já tem um pouco mais de energia, pegue um café bem gostoso, umas folhas de papel e caneta e faça o seu mergulho. Não é pra se afogar. É pra mergulhar fundo no seu problema, na sua dor, com tanque cheio de oxigênio. Se sentir que está muito fragilizado e precisa da ajuda de um profissional, não hesite. Pode ser um terapeuta, se for o caso, pode ser um Coach, alguém de confiança que tem ferramental para lidar com a sua questão. Encontre onde mora essa dor, o incômodo, o desconforto. A resposta não é tão óbvia como parece. Para sair um pouco da superfície e chegar de fato no ponto doloroso é preciso perguntar uns 5 “porquês” aí na sua primeira resposta. Senão você vai colocar um balde para segurar a goteira quando seu problema é um telhado furado.
E quando você conseguir achar a origem do problema se pergunte: Você está disposto a mudar? Se sua resposta for SIM, saiba que é possível, tem solução. Nem sempre na rapidez ou na facilidade que a gente gostaria, mas tem solução. Se precisar de ajuda é só chamar! Como fada madrinha tenho aqui minhas ferramentas de transformação positiva e posso te ajudar a desfazer alguns nós e dúvidas nesse caminho.
Acho que ainda não me apresentei: sou Astrid Kühn, além de “fada madrinha”, sou Coach de Carreira, especialista em transformações positivas e apaixonada por buscar soluções que tragam mais felicidade no trabalho e na vida. Desejo que este texto possa, de verdade, abrir caminhos e trazer insights bacanas pra você. Se você achar que pode ajudar mais alguém, compartilhe, por favor. Grande abraço e uma semana revigorante pra você!