Estava pensando porque resolvi compartilhar minhas crônicas sempre aos Domingos. Este dia da semana tem um significado especial para mim. Quando criança, era o dia de ir à banca de jornais com meu pai. Ele comprava o jornal e eu ganhava uma revista em quadrinhos. Era um ritual aguardado com alegria e expectativa, todas as semanas.


Depois quando adulta, o ritual passou a ser ler as crônicas do jornal de Domingo. Martha Medeiros, Luís Fernando Veríssimo, meus inspiradores. Era de um prazer infinito sentar-me ao sol, chimarrão em uma das mãos e o texto em outra. Ambos sendo sorvidos bem aos poucos, para que o momento pudesse perdurar até o último ponto final.

Hoje tenho o prazer se escrever ao longo da semana e deixar o texto crescer feito pãozinho, para então ser servido quentinho aos Domingos. E antes da publicação, uma última leitura saborosa. Cuido para cortar o que está sobrando, botar ingredientes diferentes e desenhar cada palavra. Aí é só repartir um pouquinho desse prazer cotidiano, em muitos pedaços compartilhados.

Saber o motivo pelo qual você faz alguma coisa, te conecta com esta coisa e te motiva a fazer cada vez melhor. Pense no trabalho que você realiza. Às vezes a gente pensa que o dinheiro é o motivo. Esse é um motivo importante de fato, mas vá um pouco mais fundo em si mesma e verás que há mais dentro de você do que o ganho financeiro. Pode ser a oportunidade de conquistar conforto, realizar viagens, proporcionar uma vida de qualidade para sua família. Pode ser um propósito de ajudar o outro, de ver uma obra realizada, de ofertar algo bom para sua comunidade.

Pense na sua vida. O que te faz feliz? O que você gostaria de contar que realizou quando chegasse aos 80 anos? Não existe motivo certo ou errado. OK, existem motivos que ferem e agridem outras pessoas e estes, entendo eu, não são legais. Os motivos são seus. Certo é você descobrir o que te move. Errado é viver pelo motivo alheio e colocar sua vida e felicidade na mão do outro.